O Sr. João era vil
Muito chunga, pouco baril
Não vivia na cidade
Abusava das pessoas
Dizia-as não boas
Aprendeu-o na mocidade
Mocidade distorcida
Por uns azares na vida
Partiu a sua catana
Numa situação difícil
Aquando da vinda dum míssil
Escorregou numa banana
Sabe-se que em tempo de guerra
Muito grito, muita berra
Muita ferida no saco
Mas ser assim humilhado…
O orgulho de soldado…
Ai maldito macaco
Fugiu o pobre primata
A toque duma chibata
A melhor do Sr. João
Distraiu-se o velhote
Não reparou no serrote
Deixado ali no chão
Cortou o seu pezinho
Devagar, devagarinho
Até roer o tutano
Doeu que se fartou
O Macaco não matou
Ficou a gemer piano
Mas a raiva aumentou
De repente se levantou
Tentando apanhar o bicho
Mas o membro doeu
De novo desvaneceu
Mesmo dentro do caixote do lixo
Maçã podre e casca de melancia
O penso velho da sua tia
Um nojo indesejável
O fedor o desfruiu
Mas depressa atraiu
Uma grande cascavel
Ai medo da serpente
Despertou de repente
Saltou fora com pressa
“Ai nem tenho fome
A paciência dum home
‘Num dura sempre, ómessa!”
Levou uma dentada
Na tringalha, coitada
Ficou feito num oito
Atingiu a sua mulher
Tão cedo não vão poder
Praticar o dito coito
Situação de castigo
De ele não ser amigo
Do animal sem medida
Tanto azar que fado
E sentado no estrado
Meteu-se na bebida
Morreu assim na decadência
Até tinha impotência
Foi-se o mau fiel
Mas Deus foi amiguinho
E deu-lhe um quartinho
Mesmo no cantinho do céu…
Apre… :S
quinta-feira, outubro 19, 2006
sábado, outubro 07, 2006
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Clientes nos centros comerciais aos domingos, diz-vos alguma coisa?
Ouvi um relato de uma funcionária de uma conhecida empresa de roupa:
-“ESTOU PELO CABELO COM ELES!”
Eu, no lugar dela, também estaria…
Os trechos de texto que se irão seguir, podem conter palavras e conteúdo de ferir as sensibilidades mais sensíveis… Sensibilidades sensíveis… wow…
Disse-me ela:
-"Acreditas que outro dia, estava o fim do mundo lá, e já estava eu a dar 10 minutos da minha hora de jantar à casa para ajudar as minhas colegas. Saí do meu local de trabalho, vesti roupa normal, peguei na carteira e saí. Acreditas que uma senhora veio ter comigo e perguntou-me: "já vai embora" e eu "vou sim" e continuei... e ela "e isso quer dizer que não me pode atender, não é?" E eu: "exactamente"... Pode parecer que ela era uma senhora simpática que só precisava de ajuda, mas notava-se que estava era a gozar comigo… Eu agora não tenho direito a comer? – Portuguesas…
As clientes destroem em 3 segundos o que demorou 3 horas às funcionárias a construir – o tamanho delas é sempre o último da pilha… É o fado, É o fado; quem não vê naquelas senhoras bem vestidas (todas de igual…) uma bábá perfeita? – Pois é, elas também têm de tomar conta dos filhos…dos clientes?
Tudo isto é perfeito, tudo isto é o pedacinho de céu em que vivemos, mas parece-me que obrigar as funcionárias a pegar na roupa com o miúdo dentro para tirar os alarmes e passar o código de barras é um bocadinho demais… A campeã de peso e alteres portuguesa, foi, em tempos, funcionária duma destas lojas também… E a mãe ria-se… pois ria…
Ontem tropecei e caí pelas escadas, a pergunta “em quantas partes se divide o corpo?” tomou toda uma nova dimensão e significado para mim… torci um cabelo, pisei um dente, parti um olho… é duro, 20 pontos que apanhei num lanho que fiz numa unha…
Este post tem vindo a ser escrito, e hoje calhou de ser 5 de Outubro, dia grande para Portugal…Tão grande que os meus pais apanharam uma intoxicação…não sei se alimentar… lol
Tenho uma música para lhes dedicar:
E tudo o que eu comi (Tudo o que eu te dou – Pedro Abrunhosa)
E eu não sei
Que mais hei-de fazer
Um dia Rei a
Outro dia sem comer
Por vezes forte
Ali a aguentar
Às vezes fraco
Tenho mesmo de vomitar…
E eu não sei
Como hei-de estar
Se bem sentado
Ou de barriga p’ró ar
Aliviado
Me quero sentir
Mas esta dor…
Só m’apetec’é ganir…
Foram tantas as horas
Sem comer
Tantos duspatal p’ra
Gazear e desencher
Ténues névoas a sobrevoarem
A casa, e a cheirarem…
E tudo que eu comi
‘Tou a pagar agora
O bandulho enchi
Feliz foi essa hora
Tudo o que eu comi
‘Tou a pagar agora
Quero fazer xixi…
Esta parte chega…
Beijocas e Abraços
Ouvi um relato de uma funcionária de uma conhecida empresa de roupa:
-“ESTOU PELO CABELO COM ELES!”
Eu, no lugar dela, também estaria…
Os trechos de texto que se irão seguir, podem conter palavras e conteúdo de ferir as sensibilidades mais sensíveis… Sensibilidades sensíveis… wow…
Disse-me ela:
-"Acreditas que outro dia, estava o fim do mundo lá, e já estava eu a dar 10 minutos da minha hora de jantar à casa para ajudar as minhas colegas. Saí do meu local de trabalho, vesti roupa normal, peguei na carteira e saí. Acreditas que uma senhora veio ter comigo e perguntou-me: "já vai embora" e eu "vou sim" e continuei... e ela "e isso quer dizer que não me pode atender, não é?" E eu: "exactamente"... Pode parecer que ela era uma senhora simpática que só precisava de ajuda, mas notava-se que estava era a gozar comigo… Eu agora não tenho direito a comer? – Portuguesas…
As clientes destroem em 3 segundos o que demorou 3 horas às funcionárias a construir – o tamanho delas é sempre o último da pilha… É o fado, É o fado; quem não vê naquelas senhoras bem vestidas (todas de igual…) uma bábá perfeita? – Pois é, elas também têm de tomar conta dos filhos…dos clientes?
Tudo isto é perfeito, tudo isto é o pedacinho de céu em que vivemos, mas parece-me que obrigar as funcionárias a pegar na roupa com o miúdo dentro para tirar os alarmes e passar o código de barras é um bocadinho demais… A campeã de peso e alteres portuguesa, foi, em tempos, funcionária duma destas lojas também… E a mãe ria-se… pois ria…
Ontem tropecei e caí pelas escadas, a pergunta “em quantas partes se divide o corpo?” tomou toda uma nova dimensão e significado para mim… torci um cabelo, pisei um dente, parti um olho… é duro, 20 pontos que apanhei num lanho que fiz numa unha…
Este post tem vindo a ser escrito, e hoje calhou de ser 5 de Outubro, dia grande para Portugal…Tão grande que os meus pais apanharam uma intoxicação…não sei se alimentar… lol
Tenho uma música para lhes dedicar:
E tudo o que eu comi (Tudo o que eu te dou – Pedro Abrunhosa)
E eu não sei
Que mais hei-de fazer
Um dia Rei a
Outro dia sem comer
Por vezes forte
Ali a aguentar
Às vezes fraco
Tenho mesmo de vomitar…
E eu não sei
Como hei-de estar
Se bem sentado
Ou de barriga p’ró ar
Aliviado
Me quero sentir
Mas esta dor…
Só m’apetec’é ganir…
Foram tantas as horas
Sem comer
Tantos duspatal p’ra
Gazear e desencher
Ténues névoas a sobrevoarem
A casa, e a cheirarem…
E tudo que eu comi
‘Tou a pagar agora
O bandulho enchi
Feliz foi essa hora
Tudo o que eu comi
‘Tou a pagar agora
Quero fazer xixi…
Esta parte chega…
Beijocas e Abraços
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