Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doiraSem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
F. Pessoa
sexta-feira, novembro 11, 2005
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4 comentários:
Para já, começavas por ligar o "word verification" para evitar estes comentários tristes.
Quanto ao poema...
é Fernando Pessoa!
Que esperar senão genialidade?
*
ò mario tas bem?
poesia!?
cal é coisa?cal é ela?
quem é que vai, sem voltar nem ir.
que jogada fez o figo!
acordei depois de dormir.
neste sabado agora á noite.
ligo a luz para ver melhor.
è foleiro porque fui eu que escrevi. se fosse o Fernando, o Eugénio ou o mario( sá carneiro, claro) seria uma genialidade.
mai nada!
como é que tiveste coragem de pôr mesmo uma foto tua a identificar-te!
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