Finalmente volto aos textos sem assunto…
Ou melhor, sem pés nem cabeça…Mas continua a ser fruto da observação do mundo (pouco) real.
Ouvi uma notícia que dizia que morreu ontem o recordista mundial de consumo de Álcool e Drogas. Morreu atacado por uma matilha de lobos que ele pensou ter visto… Também, num centro comercial…
Ontem aconteceu-me uma coisa normal, mas que muitas vezes repetida começa a ser bizarra…e bastante parva… Ia eu para casa de uma pessoa tratar de qualquer coisa (a pessoa e a coisa não interessa para o caso, porque a situação bizarra não tem nada a ver com isso…), toco à campainha:
Trimmm
- “Quem é?” – pergunta a pessoa na portinhola da campainha.
- “Sou eu!” – respondo eu, obviamente…
E a porta abre-se…
Mas eu quem? Tipo a pessoa abre a porta a uma pessoa que se auto intitula “o eu”. Eu penso que todas as pessoas são elas, até os ladrões… Imaginem a situação:
Trrrrimmm
- “Quem é?”
- “O meu nome é Toni Facadelas, e venho assaltar a sua casa” – respondem do outro lado.
- “O que?!?!?!?” – responde o dono da casa alarmado
- “Então SOU EU…” – diz o ladrão!
- “AHHHH sendo assim entre…”
E assim acontecem assaltos…è muito mais fácil assaltar assim do que aquela coisa dos multibancos… Agora pelos vistos há outra técnica dos larápios de multibancos… põem um papel à frente da ranhura do dinheiro e assaltam o homem… Vi isso ontem no programa da Fátima Lopes… Crónica Policial… Eles até parece que falam a sério… Uma coisa de roubar 20 ou 30 euros, falam com a mesma indignação do que falavam no caso da Joana, aquela miúda que foi morta no Algarve…também andaram a falar nisso durante meses no programa da Fátima…Ainda não havia esta técnica dos Multibancos…
Hoje de manhã tive a ver o “culinária” na RTP memória, Canelones de espinafres com queijo fresco, e chouriço frito com migas… pratos de confecção difícil…
Canelones: Deita-se o queijo fresco num taxo com os espinafres, e depois fazem-se rolinhos com massa comprada no supermercado e vai ao forno.
Chouriço: Frita-se o chouriço. Pão em cubos vai ao azeite. Aloura. E ‘tá pronto!
De facto…
Sendo assim, vem aí a musiquinha da praxe, que conta a história do Ti Manel, que, não bastando ter sido assaltado num Terminal ATM, também foi assaltado com o “sou eu”:
História Portuguesa (Casa Portuguesa – popular portuguesa)
Refrão:
È uma história portuguesa com certeza
È com certeza uma história Portuguesa
Uma história Portuguesa tem de ter
Um bom roubo à palmada
Seja numa campainha ao atender
Ou numa caixa em Almada
Ficas mal, pobre e sem nada, por sinal
Ficas totalmente liso
Dão-te um empurrão à porta
A Policia nem se importa
Dizem já ter dado aviso…
Quatro manguelas na rua
A fisgar o teu cartão
Clonam-no “Fácilemente”
Com um dente
E um facão
Sejam romenos ou russos
“Ucranias” ou peruanos
Vêm armados em ursos
Roubar os “reforemados”
Refrão
Uma história portuguesa é assim
Quem leva é o “mexilhalho”
E pensando fundamente, cá p’ra mim
Eles não ligam um caraças…
O governo é corrupto, dão exemplo
Do que é um “bom roubar”
Depois vem um pobre emigra
Atulado até à “v’rilha”
E o crime “a chamar”
Andar na rua é uma perda
De dinheiro e segurança
P’ra isto já não há esp’rança
A confiança, foi c’o esgoto…
Estamos num beco ermo
È um caso real
Posso ir p’ró inferno
Nem lá se está tão mal…
Refrão…
E acabou.
Beijocas e abraços!
sexta-feira, setembro 15, 2006
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4 comentários:
AH, fadista!!!!
Sabes do que eu sinto falta, Amoguinho?
Tuareg.
Parabens Ganda maluko tas em grande...=) num sei aonde vais buscar imaginação pa tanto mas tas em grande...=)=) eheheheheh
ÉS GRANDE***
li e ri que fartei!
já canto o fado como sei!
agora só não quero ser clonado,
nem mesmo o meu cartão visa dourado!
tb quero um TUAREG 3.0 V6 TURBO!
abraços e tremoços!
Fantástico, como sempre...
Beijinho
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